Solidão insultante
Autor: Giu Knoxville
Ano: 2008
Solidão, laços cegos de uma única certeza.
Sei que sempre posso ver tudo o que menos quero.
Se ao menos eu soubesse o que eu quero.
Veria menos e de tudo que quero.
Não sei por que escrevo se odeio ter que dizer.
Olho agora pro menos importante, que dei sumo à maior instância.
Essa que devo deixar em algum lugar no tempo recente que detenho.
Gostaria apenas de ouvir o teu bocejo em meu colo hostil às tuas estranhas e quase certas
entranhas, que um dia hei de odiar, mais profundo como tu me odeias.
Já reli algumas entrelinhas, destas quais somente eu sei dizer.
Verifiquei tinto por tinto daquela adega que guardei.
Os mais raros quebrei.
Sem sentido, sem respaldo de boas lembranças temi.
Olhei em volta dos mesmos que me sentia bem.
Tracei os fatos, porém não resgato nada que continha sua alma presa à minha.
Você soube disso.
Eu lhe disse.
Não quis relevar, nem atentar.
Minta se jamais vivi, diga o quanto eu sorri.
Tentei ser pra ti, o âmago, mas você realmente quis meu fel.
Deite agora na embarcação que furei.
Aos mares lançarei, e ver-te-ei sumir na penumbra revoltante que me deixastes.
Voarei ao cume do teu ser, pra te fazer sorrir, quando perceberes que quem te deixou cair
foi eu.
HAHAHAHAHA...
Intenções inválidas minha cara.
Comigo não funcionam mais, percebes que fugi do teu compasso?
Não tangente, quando nem contente você mesma quis.
Orvalho que reluz em tuas lindas membranas óticas, eu vi.
Nada mais posso fazer.
Nada mais posso tentar dizer.
Nada mais diz respeito a mim.
Suma, transforme-se em nada.
Pra mim és qualquer um, pois qualquer um nunca hei de ser.
Volte no tempo, pra um passado não tão distante, ouça o que direi.
Pararia por mim o tempo que perdi com você?
Nunca olhe pra trás, a pedra que carregas será intrigante.
Quero que rume ao infinito, às chances de voltar são imperceptíveis quando não se têm noção.
Molhei a mim mesmo com as chamas da escuridão.
Não quero mais.
Serei diferente.
Serei apenas eu.
Autor: Giu Knoxville
Ano: 2008
Solidão, laços cegos de uma única certeza.
Sei que sempre posso ver tudo o que menos quero.
Se ao menos eu soubesse o que eu quero.
Veria menos e de tudo que quero.
Não sei por que escrevo se odeio ter que dizer.
Olho agora pro menos importante, que dei sumo à maior instância.
Essa que devo deixar em algum lugar no tempo recente que detenho.
Gostaria apenas de ouvir o teu bocejo em meu colo hostil às tuas estranhas e quase certas
entranhas, que um dia hei de odiar, mais profundo como tu me odeias.
Já reli algumas entrelinhas, destas quais somente eu sei dizer.
Verifiquei tinto por tinto daquela adega que guardei.
Os mais raros quebrei.
Sem sentido, sem respaldo de boas lembranças temi.
Olhei em volta dos mesmos que me sentia bem.
Tracei os fatos, porém não resgato nada que continha sua alma presa à minha.
Você soube disso.
Eu lhe disse.
Não quis relevar, nem atentar.
Minta se jamais vivi, diga o quanto eu sorri.
Tentei ser pra ti, o âmago, mas você realmente quis meu fel.
Deite agora na embarcação que furei.
Aos mares lançarei, e ver-te-ei sumir na penumbra revoltante que me deixastes.
Voarei ao cume do teu ser, pra te fazer sorrir, quando perceberes que quem te deixou cair
foi eu.
HAHAHAHAHA...
Intenções inválidas minha cara.
Comigo não funcionam mais, percebes que fugi do teu compasso?
Não tangente, quando nem contente você mesma quis.
Orvalho que reluz em tuas lindas membranas óticas, eu vi.
Nada mais posso fazer.
Nada mais posso tentar dizer.
Nada mais diz respeito a mim.
Suma, transforme-se em nada.
Pra mim és qualquer um, pois qualquer um nunca hei de ser.
Volte no tempo, pra um passado não tão distante, ouça o que direi.
Pararia por mim o tempo que perdi com você?
Nunca olhe pra trás, a pedra que carregas será intrigante.
Quero que rume ao infinito, às chances de voltar são imperceptíveis quando não se têm noção.
Molhei a mim mesmo com as chamas da escuridão.
Não quero mais.
Serei diferente.
Serei apenas eu.

"Não sei por que escrevo se odeio ter que dizer."
Frase perfeita Giu, realmente eu odeio ter que dizer, mas escrevemos sempre! Adorei o texto cheio de profundos questionamentos! bjoO