Despediu-se e voou.
Autor: Giu Knoxville
Ano: 2008

Quem sabe desta, sairia a última letra de meu profundo ser. Quando a euforia entorna no sangue coagido em vastos e fétidos absurdos insólitos que me rodeiam.
Quero esta, minha última tragada, do vício que detenho, pois assim sei como irei esvair.
À minha volta, apenas respaldos de uma possibilitada guerra individual, com os demônios que entranham minha então distorcida, deturpada e alvejada filosofia, esta qual denomino de falha, e um mesmo montante barata.
Sou agora o mínimo dos tópicos que edificaram meu saber. Bebo meu veneno e torço para tudo ser, e do pior acontecer.
Castigo as forças que uni para te tecer, cansei de batalhar a vida, esta qual ofereci a ti e mesmo assim não quereis. Renegais do mesmo fato, brilhantes ou rubis. Sabe-se lá por o que eu te vendi.
Ou então eu mesmo mereci. Meu destino desmorona, que a vida ofertando-me está.
A areia do castelo esvai-se com a brisa provocada pelo lastimável ser ao qual me encontro.
Repudio todos os fatos em que vejo as razões desafinadas de meu próprio viver.
Em ordem, necessito disto? Tenho que continuar?
Pretendo linchar o âmago corrompido do meu ser ao fato de que coloco a sinuosidade da falsidade que desejaram ao meu ódio.
O combustível que faltava acabou, meros ácidos destrutivos necessito, para tornar clara a minha obscuridade mórbida.
Desejo apenas desistir, tantas vidas que não têm mais fim, uma delas pertence a mim. Seu destino, posso construir, para o bem ou para o mal cabe apenas a mim, descobrir e agir!
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