Teus lábios, meus labirintos.

Autor: Giu Knoxville
Ano: 2008

Não sei o que se passa, quanto aos fatos defectivos que se parearam.
Perecendo todo o ímpeto de químicas corpóreas que te atraiu.
Quero poder sonhar outra vez, sentir suas mechas esvoaçarem em meu rosto.
E quanto às penas que constipei, aprendi que não obtinhas, posso dizer que gosto do teu olho sob o meu, teus lábios me fazem sentir vontades de desejá-los numa realidade vingativa ao prazer que sinto perto ou então mesmo assim tão longe de ti!
Indicado a tantos, sinto agora que meu caminho está para se repor.
Você é a língua que quero falar, loucos limbos de pura solidão. Não quero mais.
Poder entender júbilos, e transpor tudo ao bel prazer, quero passar meus dedos em tua pele macia, acariciar seu rosto de olhos fechados, mas de pensamento atento, ao que mais puder querer.
Amarelo é a cor que desejo para minha vida, minha alma vazia, meu sentimento sólido. Gasto, porém vasto, remôo os inválidos e imperfeitos laços da repugnância que me fez partir.
Cá estou, longe de todos, sem estranhos pontilhados daqueles que me fazem sentir a imensidão do plano em que rimos.
Quero apenas um luar, um olhar, algo que me faça contribuir ao seu destino. Faça de mim sua própria magia, para ligar os súditos aos mestres sem deles retirar todo credito que supriu.
Posso perguntar como conseguiu?
Faleço por estar longe do jazigo que construíram pra ti.
Ontem eu sonhei com você, achei que tivesse ido, me apaixonei ao sentir o cheiro da face congelada que repousarás em paz.
Desisto logo disso tudo, troco de roupa e sigo para onde sou feliz, mesmo que por minutos.
Sua presença me faz desligar dos trelidos remorsos intuitivos que outrora sugaram meu poder, sua sensualidade nata, me fez sentir novamente o sabor que teus lábios provocariam. Quero agora ter você por quantas vezes mais tiver que ser.
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