Boneca de Pano, Ou Seria Mero Engano?
Autor: Giu Knoxville
Ano: 2008


Boneca de pano...
Dourada como a porcelana que trilha, e esguia sobre a alma da puberdade, inativa como a igualdade coberta de prantos e ossos descartados.
Olhos "drazíveis" tragados da escuridão retornada à obscuridade, descoberta por um e por você.
Cabe a ti apenas saber se terá tua alma condenada ao âmago da fagulha esquecida que desejas.
Garota dos feitiços imagináveis, dos contos inigualáveis, das saudades e dos alheios traços de imaginações, aos quais reflete todo o teu fitar.
Pense que não lidam como antigos rasos, e lindos vasos, da supérflua e soberana lótus que te faz ganhar, gigante como tua vasta emancipação.
Fazem de ti toda a constipação do ser que outrora serviria apenas de fantoche, manipulado e atrasado como treinamentos de infelizes coadjuvantes da vida que tentavas esquecer dentro de tua própria constipação.
Faço agora aquilo que desejas insana como a faca cega que intuirá o corte azul ao som do véu, feliz agora quando foges do teu fardo, onde une tudo e recorta o surdo, daquele outro mundo pertencente ao fundo da alma vazia ao qual urgia o traço forte do 6B que desenhei teus laços frios de imaginação.
Enxergo em teus anos, teu longo e ardil sonho.
Penso o quanto me pudera desviar de sinuosos encantos.
Dos quais não enxergo aflitos, mas sim mal entendidos, pois sonho e eternizo o louco som do entender humano.
Toco-te pouco, tenho medo por mim mesmo, estranho, pois estou roçando os encantos com a pertinência da equação jogada aos santos.
Tantos são como estão, será que bem?
Pois então canto, quero servir-te alegremente como vens a mim.
Aguardo urgente teu abraço, trocado com sorriso, nem sequer amasso a nota aguda que me liga ao futuro quebrado.
Sobra apenas o respaldo dos óculos arranhado, pois tento ver o infinito em ti laçado.
Calçado com galochas nos mais calorosos dias.
Onde saberás que te esguias, a sombra de tua alma, para canalizar a fonte da magia que liga teu querer e meu saber.
Necessito de ti para que sirvas não para mim, mas sim por ti, não quero que force o mal para acabar no surreal com golpes de sinuosos ventos que teu corpo capta.
Boneca maliciosa para uns, e bem feita a quem entende, entenda os que não te caçam, pois assim o façam.
Quero ter, perto daqui, o talento outorgado a ti, tentes a abrir teu sentido sólido a mim.
Fazendo nada, mas uma pequena ajustada, olha a ti agora, próxima a um defeito que degluti teu olhar.
Pensa em ti, pois avança sobre um efeito que transporá.
Enxergo em teus olhos a imensidão de uma boneca de pano, pois sei que engano, não passa de atilado em teu sensato âmago.
Desejo em ti, uma mulher controlada, sendo desejada, da forma mais ousada.
Boneca de pano tenha carne e seja honrada, tua alma formas a única jornada para a calada e amada, pensada alma formada.
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Comments

  1. ai adorei !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!




    te adoro

     
  2. Te adoro, guri!!! Sucesso sempre!