Menina Moça
Autor: Giu Knoxville
Ano: 2008


Menina, moça
Tu, que fazes o papel principal numa paixão imaginária.
Cuja relação torna-se vazia quando foges
O néctar traçado é a estamina da mente vazia do poeta, que sofre calado o seu destino.
Esperando uma centelha, que faz todo o fel tornar-se o exclusivo instrumento contraditório do ódio que sumiu.

Olhe para mim, fuja pra bem longe, volte devagar.
Quero apenas ser fugaz
Pois a paz do silêncio que outorga todo o sentimento aflito que me faz sofrer
É muito mais além da dor que abriga o esforço que nos faz correr, e distingue daquilo que jamais jaz em seu sabor.

Entorpeço sua alma com meu calor
Palavras desviadas sem sabor
Acabam ao seu tempo e ao seu dispor

Desenho para ti sem dizer o se quis
Trago do mesmo veneno, que fizeram pra ti, se vós não quiserdes.
Ou se quiseres me envolver, te envolvo naquilo que mais temer.
Temo que me escrevas aquilo que não quero ler
Leio daqui de longe, ou ao mesmo tempo perto, as linhas traçadas em suas mãos.
Mãos que seguro forte para não fugir
Mesmo que fujas, fuja sim, mas para ficar mais próxima a mim.

Moça, menina
Agora faças parte do papel que importa mais para ser de mim
A autoria da sua vida, do lado central e concentrado que quero ser.
Serás pra mim eterna ilusão? Não!
Quero que seja simples como sua própria afeição
Efetivas daquilo que nunca minto
Meu calor, que minto não querer trocar com você.

Entorpeço sua alma com meu calor
Palavras desviadas sem sabor
Acabam ao seu tempo e ao seu dispor
Disponha de tudo que tu tens, pois assim me revelarei.
edit post